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Uso de tecnologias é fundamental para acesso à educação em tempos de pandemia

24/03/2021 - Fonte: ESA/OABSP

As autoras Renata Miranda Lima e Ketlein Cristini Santos de Souza tecem discussões a partir do cenário de estado de crise na educação e a busca pela efetividade do acesso ao ensino para toda a população. A situação é agravada pela pandemia de Covid-19, considerando que o acesso à aprendizagem passa a ser mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação. Diante de todo esse cenário as autoras problematizam as tecnologias digitas e educação, contextualizando a efetivação do direito à aprendizagem. Espero que gostem!

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Uso de tecnologias é fundamental para acesso à educação em tempos de pandemia

 

Ketlein Cristini Santos de Souza[1]

Renata Miranda de Lima[2]

 

 

Educação é um direito fundamental e social, previsto no artigo 205 da Constituição Federal. É um direito de todos os cidadãos e dever do Estado e da família a garantia da efetivação da educação, para que haja o desenvolvimento integral das pessoas, bem como a democratização do acesso ao ensino, possibilitando que todos exerçam sua cidadania e se qualifiquem adequadamente para o mercado de trabalho.  Para tanto, a educação deve ser vista como uma prática libertadora, como meio pelo qual homens, mulheres, crianças e adolescentes consigam lidar de forma crítica com a realidade e descubram como participar na transformação do seu mundo, tendo a sala de aula como espaço seguro, para construir seu senso crítico, como nos ensina FREIRE.[3]

A partir desse cenário, é necessário considerar o presente estado de crise na educação e a busca pela efetividade do acesso ao ensino para toda a população. A situação ainda é agravada pela pandemia de Covid-19, considerando que o acesso à aprendizagem passa a ser mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação.

É necessário problematizar as tecnologias digitas e educação, contextualizando a efetivação do direito à aprendizagem. Para quem estamos querendo efetivar? Qual é a realidade que estão inseridos nossos alunos?  É preciso analisar também o papel das práticas educacionais para efetivação deste direito.

FARIA[4] nos mostra que é preciso mapear o impacto da globalização nas formas e práticas jurídicas, pois ela é responsável pela mudança na configuração de poder, bem como na “relativização da importância das fronteiras territoriais”, considerando atual conjuntura econômica e política.  Ainda é indispensável ressaltar que devido a globalização econômica, reestruturação do capitalismo e as macropolíticas, houve uma mudança na mentalidade da população, tendo como consequência que a sociedade sólida se liquefez, criando uma “Sociedade Individualizada “, sendo emancipados nossos egoísmos, segundo BAUMAN.[5] É necessário lembrar o papel fundamental do Estado, família e professor no processo de aprendizagem dos alunos.

Quando falamos do direito fundamental à educação, não podemos perder de vista que este direito não pode ser deixado de lado por conta da pandemia de Covid-19. Isso também não significa dizer que devemos desconsiderar a realidade financeira de cada aluno, bem como seu acesso a tecnologias digitais de informação e comunicação. E as consequências do distanciamento social.

O ano letivo de 2020 mal começara no Brasil e as aulas presenciais foram suspensas em função da pandemia. No Brasil e em grande parte do mundo, alunos foram afastados das salas de aula. Todavia, isso não significa que foram afastados da escola.[6]

É fundamental avaliar todo esse contexto para concluir se as ferramentas mediadas pelas mídias sociais são capazes de auxiliar na efetivação do acesso à aprendizagem, mesmos diante do medo do novo. Consideramos que vivemos em uma “sociedade individualizada”[7] e “a sociedade estimula os indivíduos a agirem em função dos problemas e medos que surgem diariamente.”[8]

É necessário discutir como garantir acesso à educação para toda a população em plena pandemia. E mais: como o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação pode auxiliar os professores a reinventar suas práticas pedagógicas? Quando estes profissionais se sentirão capacitados para enxergar as mídias digitais como uma oportunidade? Até que ponto que se apropriar das mídias digitais torna o profissional diferenciado no mercado? Quais os principais desafios para não conseguir ver todo este cenário como uma oportunidade?

 Será que fazendo deste movimento tecnológico um esforço intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais é possível assegurar a democratização do ensino e continuidade das aprendizagens?

As autoras Alice Faria Ferreira, Laís Cristina Souza e Helena de Ornellas Sivieri-Pereira acreditam que sim. E que, inclusive, pode levar a diminuir as desigualdades educacionais e valorizar a diversidade cultural. Vejamos o que as autoras dizem:

Trata-se do esforço para construção de uma ação intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribuindo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira. [9]

 

Levantar estes questionamentos é fundamental, pois, garantir a democratização do acesso à aprendizagem vai além de garantir o acesso à escola, dado que significa cuidar de quem ensina, garantir que todos os alunos se desenvolvam de forma completa, tanto as competências cognitivas como socioemocionais, e ter a consciência que nem sempre garantir o acesso à sala de aula na forma presencial, com as antigas práticas de ensino, é o caminho mais curto em direção à democratização do acesso aprendizagem, previsto no artigo 205 da Constituição Federal. Vejamos:

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.[10]

Na atualidade, professores e alunos se apropriarem das tecnologias e mídias digitais significa preparo para o exercício pleno da cidadania e qualificação adequada para o mercado de trabalho. É preciso considerar o distanciamento social provocado pela pandemia, por uma questão de saúde e ordem pública, bem como o fortalecimento do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação para o trabalho, estudos e para lazer. Tudo isso somado “a globalização econômica, reestruturação do capitalismo e as macropolíticas”[11] reafirmam que é um dever do estado construir mecanismos que assegurem que as mídias digitais sejam pontes para educação e liberdade, sendo necessário fazer a distinção de ensino à distância e ensino remoto, aulas em escolas públicas e escolas privadas.

Diversos especialistas têm entendido que ensino remoto e educação à distância (EaD) são conceitos distintos (IPOG, 2020). No Brasil, o EaD encontra-se bem disseminada no Ensino Superior. Com pequenas variações, cursos nessa modalidade desenvolvem-se praticamente sem interações síncronas entre professores e alunos, ficando parte significativa do trabalho delegado a um tutor e com avaliações padronizadas. Entretanto, nas escolas privadas, cujos alunos têm amplo acesso à internet e que podem prover soluções educacionais por meio de ferramentas digitais, durante o período de isolamento, têm sido realizadas muitas atividades síncronas ao ponto de que algumas escolas, principalmente nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, ministrarem aulas por meio do Google Meet ou do Zoom nos mesmos horários que haveria aulas presenciais. Toda a responsabilidade educativa está a cargo do professor, que pode planejar suas avaliações de modo mais personalizado. [12]

 Devendo para tanto o Estado promover e incentivar ações que garantam a efetividade da aprendizagem seja pelo ensino remoto, ensino-híbrido ou para sala de aula invertidas. O importante é continuar lutando para democratização do ensino para que permaneça sendo construído de forma crítica para os alunos da rede pública, diante desta nova realidade, de acordo com o que nos ensina o educador Paulo Freire: 

Não existe tal coisa como um processo de educação neutra. Educação ou funciona como um instrumento que é usado para facilitar a integração das gerações na lógica do atual sistema e trazer conformidade com ele, ou ela se torna a "prática da liberdade", o meio pelo qual homens e mulheres lidam de forma crítica com a realidade e descobrem como participar na transformação do seu mundo.[13]

 

  Para que isso realmente aconteça, é necessário cuidar de cada professor, inclusive de sua saúde mental, olhar para realidade de cada um e seus recursos. Não pode ser atribuído a ele toda responsabilidade para o sucesso das aulas mediadas pelas mídias digitais. É preciso que seja um trabalho conjunto da escola, estado, família, alunos, sendo fundamental criar ambiente seguro, para compartilhar boas práticas e se desenvolver como pessoa e profissionalmente.

É importante criar ambientes de análise da prática, de partilha das contribuições e reflexão sobre como se pensa, decide, comunica e reage em sala de aula; criar ambientes, para o profissional trabalhar sobre si, seus medos, emoções, na qual, seja incentivado o desenvolvimento da pessoa e sua identidade; [14]

  Não é suficiente dizer que alunos não podem ficar em casa à toa. É preciso que os alunos assumam sua parte de responsabilidade e utilizem dos seus conhecimentos e direitos para transformar a realidade que estão inseridos. É preciso que se comprometam em fazer as atividades, a responder avaliações, caderno do aluno, que participem das aulas e correções realizadas pelo Meet, que tem autonomia em seus estudos. Paralelamente, é preciso cuidar dos sentimentos dos valores de quem se ensina, para haja boa adaptação das novas práticas pedagógicas, não se esquecendo que estamos lidando com perdas e mortes.

 É fundamental que os professores invistam em capacitação e estejam abertos para conhecer novas práticas e trocar experiência com os colegas. Este é o melhor caminho para os educadores se apropriarem das tecnologias e mídias digitais, sendo dever do Estado e da Escola fornecem uma estrutura para que os professores se desenvolvam profissionalmente, considerando que a escola tem compromisso social com aprendizagem dos alunos e não pode deixar de se adaptar aos impactos da evolução das novas tecnologias de informação no ambiente escolar.

Cabe ao educador criar uma rotina de estudos com estudantes, utilizando das saudades que eles sentem de estar na sala aula, fazendo com que criem uma autonomia nos estudos e se apropriem do seu processo de aprendizagem, se utilizando das mídias digitais para colocar em prática novas práticas pedagógicas. É preciso fazer com que os professores realizem um trabalho significativo por intermédio do ensino remoto, criando assim uma nova concepção do que é ensinar e aprender, tendo o uso das tecnologias digitais como um aliado.  

Além das atividades individuais a serem realizadas, como já mencionamos, frequentemente as escolas que contam com alunos conectados fazem uso de ferramentas de web conferência para ministrar aulas remotas. Essa estratégia reestabelece a noção de um horário a ser cumprido, o que não ocorre na EaD, e torna os corpos visíveis, também funcionando como uma forma de vigilância. Os alunos estão segregados e fixos em seus lugares, com limitadas possibilidades de comunicação. O uso de horários, a fixação dos corpos em espaços celulares e o corte da comunicação são elementos associados aos mecanismos disciplinares. “O espaço das disciplinas é sempre no fundo, celular. Solidão necessária do corpo e da alma”, conforme afirma Foucault[15] (. Solidão, certamente, é o que sentem os alunos impedidos de estarem na escola. [16]

Muitos são os desafios e as possibilidades do trabalho docente na educação básica em tempo de pandemia. O planejamento se tornou fundamental para se chegar a melhor prática de ensino nessa nova realidade, para que não seja sobrecarregado os alunos e professores, para assegurar o fortalecimento da performatividade escolar. Vejamos:

Desse modo, contribuindo para o fortalecimento da performatividade escolar. Se, neste momento, a escola não pode parar, a sua continuidade deve-se ao trabalho docente considerado mais efetivo quando mais se aproximar da lógica que pauta a sociedade.[17]

É importante aproximação com a realidade que a comunidade escolar está inserida. Deve ser levado em conta a saúde emocional de todos colaboradores e alunos. O distanciamento social acaba influenciando o emocional de todos. Quando falamos do desenvolvimento integral do aluno, é preciso cuidar deste aspecto, para poder afirmar que a paralisação das atividades presenciais, na maioria dos casos, não pode ser entendida como uma paralisação das atividades educativas. As escolas apoiadas com os suportes tecnológicos necessários continuam a desenvolver as competências socioemocionais dos alunos, por intermédio das atividades colaborativo, cumprindo com seu dever de democratizar o acesso à aprendizagem, inclusive em tempos de pandemia.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho levantou questionamentos quanto ao uso das tecnologias digitais de informação e comunicação como uma possível solução para o acesso a uma aprendizagem efetiva, principalmente em tempos de pandemia. Nesse contexto, não se poderia deixar de finalizar esta produção textual sem mencionar a necessidade de se ressaltar a indispensabilidade da manutenção de uma atitude crítica, diante da atual conjuntura do País.

Muitos são os desafios para os professores e os alunos para que o ensino remoto seja inclusivo e capaz de desenvolver de forma integral. Para tanto,  é preciso um trabalho conjunto com toda a rede escolar, família, Estado e próprios alunos. É preciso investir em políticas públicas que possibilitem a democratização do ensino.

Assim, conclui-se que, diante desta nova realidade e as novas práticas pedagogias, é fundamental que os educadores vejam como uma oportunidade para manter o processo de escolarização dos alunos, pelas mídias digitais, tendo o google sala de aula e o Meet como um aliado para o desenvolvimento do senso crítico, bem como as competências socioemocionais e cognitivas dos alunos.

Renata Miranda de Lima e Ketlein Cristini Santos de Souza.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Liquida. tradução. Plinio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001

BAUMAN, Zygmunt. Sociedade individualizada. Tradução: José Gradel. Editora Zahar.

FERREIRA, Alice Faria. SOUZA, Laís Cristina. SIVIERI-PEREIRA, Helena de Ornellas. Cuidando de Quem Ensina: dificuldades e cuidados destinados aos professores de uma escola pública. Disponível em: https://pdfs.semanticscholar.org/22da/e2f12a8b1b7df6dc6c24face366a962d635c.pdf?_ga=2.44711968.528718594.1604605155-230070800.1604605155, Acesso em: 05 de novembro de 2020.

FREIRE, Paulo. AÇÃO CULTURAL PARA A LIBERDADE e outros escritos; 5º Edição, editora Paz e Terra;

FREIRE, Paulo. Educação Como Prática da Liberdade; editora Paz e Terra;

SARAIVA, Karla. TRAVERSINI, Clarice. LOCKMANN, Kamila. A educação em tempos deCOVID-19: ensino remoto e exaustão docente; Disponível em: https://doi.org/10.5212/PraxEduc.v.15.16289.094, Acesso em: 05 de novembro de 2020.

ZANETTI, ANDREA CRISTINA; FARIA, JOSE EDUARDO CAMPOS; Direito E Conjuntura - SÉRIE GVLAW, Saraiva Educação S.A., 6 de out. de 2017;

 

 

 



[1] Advogada na área de Pro Bono do WZ Advogados (WZ Social). Coordenadora Adjunta do departamento de Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM (2021). Foi Coordenadora Adjunta do Núcleo de bolsas e desenvolvimento Acadêmico do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM (2019-2020). Supervisora de Conciliação e Mediação no CEJUSC CENTRAL (2020). Está cursando Pós-Graduação em Família na Faculdade de Ciências da Bahia – FACIBA (2019-2021). É Conciliadora e Mediadora capacitada pelo Instituto dos Advogados de São Paulo – IASP (2015) e cadastrada no Conselho Nacional de Justiça, trabalhou como Conciliadora e Mediadora no CEJUSC UNINOVE - TJ/SP (2018- 2020), bem como no PACE da Rua da Gloria – SP (2019). Representa a EDUCAFRO como membro da Coordenação Colegiada do Fórum Contra o Racismo - MPT/SP (2018-2021) Graduada em Direito pela Universidade Nove de Julho - UNINOVE (2016).

[2] Advogada. Pesquisadora da Escola Superior da Advocacia ESA/OAB-SP. Mestre em Direito. Especialista em negociação, conciliação e mediação em resolução de conflitos pela Universidade Castilla La Mancha - UCLM. Pós-Graduada pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais - IBCCRIM em parceria com o Instituto Ius Gentium Conimbrigae (IGC) Centro de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em Direitos Fundamentais Internacionais.

 

[3] FREIRE, Paulo. Educação Como Prática da Liberdade; editora Paz e Terra;

[4] ZANETTI, ANDREA CRISTINA; FARIA, JOSE EDUARDO CAMPOS; Direito E Conjuntura - SÉRIE GVLAW, Saraiva Educação S.A., 6 de out. de 2017;

[5]   BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Liquida.trad.Plinio Dentzien. Rio de Janeiro:Zahar, 2001.

[6] SARAIVA, Karla. TRAVERSINI, Clarice. LOCKMANN, Kamila. A educação em tempos de COVID-19: ensino remoto e exaustão docente;

[7] BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Liquida. trad.Plinio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

[8] BAUMAN, Zygmunt. Sociedade individualizada. Tradução:José Gradel. Editora Zahar.

[9] FERREIRA, Alice Faria. SOUZA, Laís Cristina. SIVIERI-PEREIRA, Helena de Ornellas. Cuidando de Quem Ensina: dificuldades e cuidados destinados aos professores de uma escola pública.

[10] Constituição Federal; 1988.

[11] ZANETTI, ANDREA CRISTINA; FARIA, JOSE EDUARDO CAMPOS; Direito E Conjuntura - SÉRIE GVLAW, Saraiva Educação S.A., 6 de out. de 2017;

[12] SARAIVA, Karla. TRAVERSINI, Clarice. LOCKMANN, Kamila. A educação em tempos deCOVID-19: ensino remoto e exaustão docente;

[13] FREIRE, Paulo. AÇÃO CULTURAL PARA A LIBERDADE e outros escritos; 5º Edição, editora Paz e Terra;

[14] FERREIRA, Alice Faria. SOUZA, Laís Cristina. SIVIERI-PEREIRA,Helena de Ornellas. Cuidando de Quem Ensina: dificuldades e cuidados destinados aos professores de uma escola pública.

 

[15] FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir.1999, p. 123

[16] SARAIVA, Karla. TRAVERSINI, Clarice. LOCKMANN, Kamila. A educação em tempos deCOVID-19: ensino remoto e exaustão docente;

[17] SARAIVA, Karla. TRAVERSINI, Clarice. LOCKMANN, Kamila. A educação em tempos deCOVID-19: ensino remoto e exaustão docente;

 

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